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Mural da Sustentabilidade divulga resumidamente ações da Abipeças e do Sindipeças e outras notícias sobre o tema.

Desafios hídricos para a indústria de autopeças
A crise hídrica volta a pressionar a indústria, em momento bastante sensível, sob impacto de outros grandes desafios locais e internacionais, como a crescente entrada de veículos importados no mercado local e a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) segue apontando a permanência de extremos hidroclimáticos que afetam atividades estratégicas no País. Soma-se a isso
a confirmação da bandeira tarifária amarela, com cobrança adicional de
R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O cenário combina menos chuvas na transição do período chuvoso para o seco, menor geração hidrelétrica e maior acionamento de termelétricas, o que encarece a energia e amplia o risco operacional para cadeias intensivas em insumos hídricos e elétricos, como a de autopeças. Em São Paulo, o manancial integrado metropolitano chegou a 33,3% da capacidade em 26 de janeiro e a 35,3% em 2 de fevereiro, segundo dados do portal da Sabesp, o que mostrou a persistência da vulnerabilidade hídrica, mesmo com pequenas recomposições. Desde março, o sistema se mantém acima de 40%, mas ainda sob medidas de contingência, como redução de pressão por 10 horas ao dia, sinal de que o quadro permanece longe da normalidade.

Para a indústria de autopeças, o impacto é direto. A água está presente em etapas críticas da produção, como lavagem de componentes, pintura, tratamento de superfície, resfriamento e controle de qualidade. Quando a oferta fica instável, a consequência não é só ambiental. Interrupções aumentam o custo operacional, fazem crescer o refugo e comprometem a eficiência da linha.

A crise hídrica não pode ser vista apenas como questão de abastecimento urbano. É também, indiscutivelmente, tema de produtividade e estratégia industrial. Para o setor de autopeças, especialmente
nos polos do Sudeste, a resposta precisa vir em forma de gestão hídrica mais rigorosa, reuso, fechamento de circuitos e monitoramento fino do consumo por processo. A água virou insumo estratégico: quando falta, encarece ou fica imprevisível, a indústria perde previsibilidade, eficiência e espaço competitivo.

Fontes: Boletim de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil, 12/5/2026. Ano 09, N.º 90; MME – Aneel, notícia publicada em 24/4/2026; e Portal dos Mananciais da Sabesp.
 
 
 
A Abipeças e o Sindipeças são grandes difusores de informações sobre diversos temas relevantes para a indústria de autopeças. Fique atento às comunicações e participe. Exemplos para a área de Sustentabilidade:

9/6: Reunião do Comitê de Remanufaturados
25/6
: Reunião conjunta do Comitê de Sustentabilidade e de Powertrain