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Mural da Sustentabilidade divulga resumidamente ações da Abipeças e do Sindipeças e outras notícias sobre o tema.

 
A Abipeças e o Sindipeças, entidades que representam mais de quinhentos fabricantes de autopeças no Brasil, participaram ativamente das ações da edição brasileira da COP30, realizada em novembro, em Belém (PA). O diretor de Tecnologia e Sustentabilidade, Gábor Deák, integrou o painel “Os caminhos da descarbonização para o setor automotivo no Brasil”, promovido pela Anfavea, e destacou o investimento previsto de R$ 50 bilhões pelo setor de 2024 a 2030. “Isso demonstra nosso compromisso com inovação e sustentabilidade.” Outro ponto relevante abordado por ele é a importância da inspeção técnica veicular, para garantir eficiência e segurança aos 48 milhões de veículos da frota circulante brasileira, e a inegável necessidade de intensificar o uso de combustíveis renováveis, “campo no qual o Brasil tem excelência e liderança”.

Nas discussões promovidas pela conferência, da qual participaram governos e representantes da iniciativa privada de quase duzentos países, foram levantados aspectos essenciais, na visão da Abipeças. “O consenso nem sempre é possível, mas é imprescindível continuar caminhando”, afirma Deák, São eles:

* Pacote de Belém, que aponta 29 decisões de natureza financeira, política e técnica para a próxima fase da agenda climática;

* Mapa do caminho (roadmap), que, embora com lacunas, mostra como alcançar a transição para a redução do ritmo de aquecimento do planeta;

* Financiamento climático, que ganhou escala, mas ainda prescinde de execução;

* Estabelecimento de indicadores mínimos para monitorar a adaptação e a resiliência às inevitáveis mudanças climáticas;

* A COP de verdade, com transparência, integridade e coerência entre discurso e práticas;

* Eliminação progressiva do uso de combustíveis fósseis
, provavelmente a maior lacuna da COP, por falta de acordo entre os países participantes;

* Fundo Tropical das Florestas para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), mecanismo internacional de pagamento para países em desenvolvimento que mantêm suas florestas em pé, criado pelo governo brasileiro;

* Ineditismo de cultura, diversidade e protagonismo social, com a participação de representantes de povos originários da Amazônia e outras regiões;

* Recursos oriundos de vários fundos, que foram colocados à mesa, apesar dos travamentos nas discussões formais;

* Precificação da insustentabilidade, com o avanço de iniciativas como mercados de carbono, políticas industriais verdes e CBAM, sigla em inglês para Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono, política da União Europeia que impõe preço sobre emissão de carbono de produtos importados.

Veja mais informações sobre esses itens e as fontes de consulta


Outros espaços para discussão – As ações da Abipeças pela redução das emissões de carbono e outros temas são numerosas e incluem a presença de representantes de entidades similares europeias, norte-americanas e asiáticas em eventos que a entidade promove para seus associados e outros públicos. Bom exemplo é o Fórum de ESG, realizado anualmente há mais de 20 anos. A edição de 2025, com mais de dezentos participantes, discutiu a descarbonização na prática. Algumas das apresentações e os trabalhos de empresas associadas escolhidos no Programa Melhores Práticas ESG deste ano, podem ser consultados no site da entidade.

São realizados ainda o Encontro da Indústria de Autopeças, evento presencial bienal, e o Conexão Abipeças, também bienal, em anos intercalados, em formato on-line. Participe gratuitamente da edição do Conexão em 2026.